quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Uma carteira de cigarro

Era noite quando marcamos de nos ver. Eu tinha saído com meus amigos. Você havia saído com os seus. Perfeito. Competição e mutualismo. Para mim, essas são as medidas exatas para que tudo comece bem entre duas pessoas modernas e normais.
Sem bebida alcoólica alguma, resolvi atender seu telefonema. Na verdade, eu estava decidida em não atender. Entretanto, uma mão nervosa não conseguiu deter isso. Atendi. Essa foi apenas a sua primeira ligação. Depois de mais duas ou três, permiti que nos víssemos. Nesse dia, havia deixado o meu carro e a minha política feminista em casa, dormindo com as antigas Barbies que ainda adormecem em meu quarto cor-de-rosa.
Na frente do bar mais ou menos, a qual estava com meus amigos, você buzinou. Hesitei. Olhei para todos ao me redor e sorri envergonhadamente em ter que me retirar. Afinal, todos sabiam o propósito de tal fuga.
Faziam alguns meses que não o via pessoalmente desde a última vez que ficamos juntos. Com um sorriso simples- o saudei com um: -Oi!? Você, me abraçou. Em seguida, na escolha do embaraçoso lugar onde ficaríamos, demoramos cerca de meia hora para o definir. Foram conversas tontas e sem sentido.
Fomos ver a Lua. Ela, por fim, nos dera a graça de sua majestade: estava radiante. Fumamos um ou dois cigarros caminhando. Paramos. Foi tentado um beijo. Foi negado um beijo. Então, foi dado um beijo.Beijos.
Como eu já imaginava o que aconteceria a partir desse ponto, tudo foi conforme o meu plano.Fomos para o carro. Não, eu realmente não gosto de ficar em carros. Acho baixo e não realista. Então...ah, não preciso explicar exatamente como funcionam os hormônios femininos e masculinos em funcionamento.
Fumamos uma carteira até o final da noite em seu apartamento...

domingo, 9 de agosto de 2009

FÉRIAS

A cidade de Salinópolis é um dos mais belos trechos da região do salgado paraense. Mas depois que grande parte dos belenenses percorrem os 220 quilômetros nas férias e invadem de tal maneira a pequena cidadezinha, ela passa particularmente a ser o oposto de seu registro, insossa.As pessoas deixam de aproveitar e zelar as coisas boas que a o ambiente praiano oferece e passam a disputar entre si interesses egoístas e de exibicionismo.
Esse ano, o verão foi embalado por uma moda de biquínis iguais. Todas as menininhas usavam um típico modelo (como uma epidemia), independente do corpo se ajustar bem ou não ao design popular do traje de banho.Usavam e pronto! É válido ressaltar que haviam exceções. Para comprovar o fato, é só dá uma ‘pesquisadinha’ nos Orkut’s da mulherada. Outra coisa imperdível são os títulos dos álbuns: Ah, o verão!
A concorrência pelo som mais alto e mais extravagante, não é mas novidade. Funciona da seguinte forma:como se fossem duas crianças do fundamental 1 que ainda não formaram seus cérebros quanto ao mundo adulto e brigam por quem tem o lápis mais bonito. É mais ou menos assim que os forrozeiros,roqueiros, pagodeiros, sertanejos...disputam em seus carros estacionados em plena praia.
Além dos sons altos e biquínis iguais, podemos conferir no verão do Sal outras coisinhas singulares dessa região nesse período- como por exemplo- o lixo que é deixado pelas pessoas. Na verdade, isso pouco importa para os donos das barracas ou para os donos das casas de veraneio. Afinal, o lucro e a diversão são imediatos e a consciência sobre o futuro é geralmente paga pela burguesia da capital paraense.
Ainda assim, Salinas é realmente linda! Entretanto,é lastimável que os veranistas não dêem valor a sua beleza natural e insistam em ser criminosos da sua própria natureza,a personalidade. Compre biquínis diferentes, que combinem de preferência com o seu corpo e não com o daquela menina que acabou de fazer ‘lipo’ e silicone. Escute seu discman, mp3,mp4,Ipode(o que seja de tecnológico).Fumou? Junte o seu Marlboro Light,Gol ou Free da areia.Bebeu? Reze a mesma missa do cigarro, junte do chão. Enfim, hoje já é tarde para tomar atitudes, imagine amanhã!? Cuide do seu próximo verão em Salinópolis e provavelmente dos seus filhos.Como dizem: fica (humildemente) a dica.

sábado, 1 de agosto de 2009

Vem escolher!


Têm várias aqui...
Pode escolher!
Tem de mim pra todo gosto
Tem de mim de A à Z.

Tem várias aqui...
Pode escolher!
Tem do dia ao luar
Tem de tudo, tirando você.

Tem várias aqui...
Pode escolher!
Quantos nomes tu desejes
Quantas mulheres, homens almejes
Pode vim, vem escolher!

Tem várias aqui...
Pode escolher!
Tem a santa, a folga
A patroa, a empregada...
Venha ver!

Tem várias aqui...
Pode escolher!
Nessa feira do Eufemismo
Da ilusão ao realismo
Venha ver!

Tem várias aqui...
Pode escolher!

MUNDO


Faço tudo e faço nada
Volto ao mundo do meu mundo,
Fico triste...
Mas sou feliz
Fico aberta
Sou fechada

Nature


Não existe força na Terra mais esplendida do que a Natureza. Sinestésica, homeostática, curiosa. Cada um guarda uma em si.Entretanto, convergimos algo tão comum entre nós que chega a ser inexplicável aos catálogos já produzidos.

Noite e dia de João e Maria

De dia sou Maria, de noite sou João...
De dia presto contas de noite: do povão!
De dia sou culpada,
de noite liberada, para a quista diversão.
De dia sou Maria, de noite sou João...
De dia é certeza, de noite sugestão
A Maria é perfeita, estudiosa e se respeita
O João nem se dá conta, impulsivo, faz de conta
De dia sou Maria, de noite sou João...
Quem me dera a descência liberasse a consciência
E resolvesse a confusão
De dia sou Maria, de noite sou João...

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