segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quem Fernanda sou?


Você com certeza tem um conceito formado sobre mim. Mas, será que o fato dos gametas de meus pais terem se unido e formado a Fernanda, quem hoje sou, se limita ao que me resumes? Não. Não mesmo. Com certeza não. Sou muito mais do que demasiadas críticas ou elogios que você criou sob o ser humano que represento. Não se trata de prepotência e, sim de erros. São muitos erros cometidos por você, que não tem conhecimento nenhum sobre mim e já tem um milhão de sinapses ativas elaborando sentimentos e pensamentos bons e ruins a respeito da Fernanda Paz. Inclusive disso que escrevo. Pensarás sobre mim daqui há cinco minutos e todas as vezes que lembrares de coisas principalmente ‘’erradas’’ moralmente que fiz, lembrarás de mim.
Quem não me dera ser essa receita de bolo. Antes, queria ser. Mas agora não quero mais. Mas o fato de eu não querer ser, não é porque não consegui, mas é porque simplesmente não quero mais. Não querer mais significa não ter conseguido? Para mim não. Não querer mais, significa, não querer mais. Mas, admito,certas vezes, o meu ‘não querer mais’ é proveniente do não alcance. Alguém morre por não consegui? Morrer,literalmente, sim. Moralmente, sim. Psicologicamente, sim. Patologicamente, não. O que será que dói mais? Alguma dessas hipóteses, sim.
Você acredita em um ideal? Pois bem, eu acredito na mentira. Caso você acredite em um ideal, tenha esperança ou aposte na realidade,então estamos acreditando na mesma coisa: na mentira. Isso não são lástimas de frustração e, sim, aspectos da pura observação e construção do meu ser. Não é preciso não observarmos o fato da tendência poligâmica está ascendendo novamente. O mundo está voltando a ser como sempre devia ter sido. Poligâmico. É estranho ainda para uns.Talvez seja mesmo até a milionésima geração.Assim como para outros atuais ainda é difícil de aceitar apenas uma pessoa eterna. Então, ‘devem’ se contentar no fingimento de não se sentirem atraídos ou destinados a todos(as). Certamente,não posso dizer que me incluo em qualquer uma das duas gerações.Fico com a geração ‘papai do céu’, bem como com a homo habilis ou erectus. Ou melhor, me dê Bacchus e Apollo! Camuflar o equilíbrio virou especialidade. Não me converti a ele, mas utilizo sim o recurso oferecido para tirar proveito das oportunidades.
Quem acreditava/acredita nos meus valores, nas minhas expectativas e na minha pessoa? Lembrem-se que tudo se trata de um golpe de instinto, daqueles que se deixam levar para pseudoêxtase de ter amigos,colegas ou amores. Ora, muitos deles são até verdades. Dependendo da verdade, claro. Se é que sei explicar o que são essas verdades mentirosas ou essas mentiras verdadeiras, disso, nada tem de novo. Não estou aqui dizendo que sou uma assassina romântica cheia de controvérsias malucas ou vivo em uma cidade fantasma pensando que estou na selva predadora, mas nada impede que eu seja também.
Envergonho-me de muito. Impulsos nada claros, que não levaram a nada. Doze horas tão decadentes, as outras doze ensandecidas. Sins e nãos. Minha volúpia é sui generis para aqueles que enfrentaram-na. Meu objetivo não envenenar ou transtornar consciências imaturas para anciãos, nem derramar maturidade para aprendizes. Vai além do ser, além de mim....
Derrière la nuit et jour.

sábado, 28 de novembro de 2009

Eu e minha voz
























- Cansei de ouvir minha voz!
- Cansei de te trazer pra nós!
- Nós?
- Ora, quem somos nós...?!
- Nós sou eu, eu e minha própria voz
- Às vezes damos uns nós...
(quando em público)
- Mesmo com uma multidão...
- Nos sentimos sós
- Aí vem os nós!
- Também ficamos a sós...
- Eu e minha linda voz
- Para desatarmos os nós
- Você, você sempre tá em nós
- Pode não ser na voz,
- Mas tá sim, em nós
- De nós...
- Preferes eu ou minha voz?
- Lembra que se me escolher,
- Também escolherás a voz!

Escorregão eufórico



É impressionante perceber quão nossos destinos estão entrelaçados. O mais impressionante ainda é querer e não querer que tudo funcione desta forma.
Por um lado, descobri que isto instigou novamente o meu ser poético.Como sempre, escorregões eufóricos de sentimentalismo. Por outro, uma nova missão a ser cumprida, seja para a felicidade ou não, o que não me agrada muito, pois estou acostumada com a neutralidade das coisas não acontecerem mais.
Como dizia ‘Sinceramente’ do Cachorro Grande:
'' E então o nosso mundo girou
Você ficou e a noite veio
Nos trazer a escuridão
E aí então
Eu abri meu coração
Por que nada é em vão
Gostei do seu charme e do seu groove
Gostei do jeito como rola com você
Gostei do seu papo e do seu perfume
Gostei do jeito como eu rolo com você..’’

Quanto eu estar sozinha ou não nestes pensamentos malucos,eu realmente não sei. Mas eu tenho certeza que este texto, assim como meus pensamentos e minhas atitudes em relação a este acontecimento: morrem aqui, nesse ‘escorregão eufórico’. Falo tudo o que sinto de maneira sublimada, para não prolongar ainda mais fatos inacontecíveis.
Por fim, caso qualquer coisa venha acontecer repentinamente, deixo a mercê do tempo a melhor opção, mas agora, só se o mundo virar de ponta-cabeça.
E isto? Estou pagando para ver.

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