segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quem Fernanda sou?


Você com certeza tem um conceito formado sobre mim. Mas, será que o fato dos gametas de meus pais terem se unido e formado a Fernanda, quem hoje sou, se limita ao que me resumes? Não. Não mesmo. Com certeza não. Sou muito mais do que demasiadas críticas ou elogios que você criou sob o ser humano que represento. Não se trata de prepotência e, sim de erros. São muitos erros cometidos por você, que não tem conhecimento nenhum sobre mim e já tem um milhão de sinapses ativas elaborando sentimentos e pensamentos bons e ruins a respeito da Fernanda Paz. Inclusive disso que escrevo. Pensarás sobre mim daqui há cinco minutos e todas as vezes que lembrares de coisas principalmente ‘’erradas’’ moralmente que fiz, lembrarás de mim.
Quem não me dera ser essa receita de bolo. Antes, queria ser. Mas agora não quero mais. Mas o fato de eu não querer ser, não é porque não consegui, mas é porque simplesmente não quero mais. Não querer mais significa não ter conseguido? Para mim não. Não querer mais, significa, não querer mais. Mas, admito,certas vezes, o meu ‘não querer mais’ é proveniente do não alcance. Alguém morre por não consegui? Morrer,literalmente, sim. Moralmente, sim. Psicologicamente, sim. Patologicamente, não. O que será que dói mais? Alguma dessas hipóteses, sim.
Você acredita em um ideal? Pois bem, eu acredito na mentira. Caso você acredite em um ideal, tenha esperança ou aposte na realidade,então estamos acreditando na mesma coisa: na mentira. Isso não são lástimas de frustração e, sim, aspectos da pura observação e construção do meu ser. Não é preciso não observarmos o fato da tendência poligâmica está ascendendo novamente. O mundo está voltando a ser como sempre devia ter sido. Poligâmico. É estranho ainda para uns.Talvez seja mesmo até a milionésima geração.Assim como para outros atuais ainda é difícil de aceitar apenas uma pessoa eterna. Então, ‘devem’ se contentar no fingimento de não se sentirem atraídos ou destinados a todos(as). Certamente,não posso dizer que me incluo em qualquer uma das duas gerações.Fico com a geração ‘papai do céu’, bem como com a homo habilis ou erectus. Ou melhor, me dê Bacchus e Apollo! Camuflar o equilíbrio virou especialidade. Não me converti a ele, mas utilizo sim o recurso oferecido para tirar proveito das oportunidades.
Quem acreditava/acredita nos meus valores, nas minhas expectativas e na minha pessoa? Lembrem-se que tudo se trata de um golpe de instinto, daqueles que se deixam levar para pseudoêxtase de ter amigos,colegas ou amores. Ora, muitos deles são até verdades. Dependendo da verdade, claro. Se é que sei explicar o que são essas verdades mentirosas ou essas mentiras verdadeiras, disso, nada tem de novo. Não estou aqui dizendo que sou uma assassina romântica cheia de controvérsias malucas ou vivo em uma cidade fantasma pensando que estou na selva predadora, mas nada impede que eu seja também.
Envergonho-me de muito. Impulsos nada claros, que não levaram a nada. Doze horas tão decadentes, as outras doze ensandecidas. Sins e nãos. Minha volúpia é sui generis para aqueles que enfrentaram-na. Meu objetivo não envenenar ou transtornar consciências imaturas para anciãos, nem derramar maturidade para aprendizes. Vai além do ser, além de mim....
Derrière la nuit et jour.

sábado, 28 de novembro de 2009

Eu e minha voz
























- Cansei de ouvir minha voz!
- Cansei de te trazer pra nós!
- Nós?
- Ora, quem somos nós...?!
- Nós sou eu, eu e minha própria voz
- Às vezes damos uns nós...
(quando em público)
- Mesmo com uma multidão...
- Nos sentimos sós
- Aí vem os nós!
- Também ficamos a sós...
- Eu e minha linda voz
- Para desatarmos os nós
- Você, você sempre tá em nós
- Pode não ser na voz,
- Mas tá sim, em nós
- De nós...
- Preferes eu ou minha voz?
- Lembra que se me escolher,
- Também escolherás a voz!

Escorregão eufórico



É impressionante perceber quão nossos destinos estão entrelaçados. O mais impressionante ainda é querer e não querer que tudo funcione desta forma.
Por um lado, descobri que isto instigou novamente o meu ser poético.Como sempre, escorregões eufóricos de sentimentalismo. Por outro, uma nova missão a ser cumprida, seja para a felicidade ou não, o que não me agrada muito, pois estou acostumada com a neutralidade das coisas não acontecerem mais.
Como dizia ‘Sinceramente’ do Cachorro Grande:
'' E então o nosso mundo girou
Você ficou e a noite veio
Nos trazer a escuridão
E aí então
Eu abri meu coração
Por que nada é em vão
Gostei do seu charme e do seu groove
Gostei do jeito como rola com você
Gostei do seu papo e do seu perfume
Gostei do jeito como eu rolo com você..’’

Quanto eu estar sozinha ou não nestes pensamentos malucos,eu realmente não sei. Mas eu tenho certeza que este texto, assim como meus pensamentos e minhas atitudes em relação a este acontecimento: morrem aqui, nesse ‘escorregão eufórico’. Falo tudo o que sinto de maneira sublimada, para não prolongar ainda mais fatos inacontecíveis.
Por fim, caso qualquer coisa venha acontecer repentinamente, deixo a mercê do tempo a melhor opção, mas agora, só se o mundo virar de ponta-cabeça.
E isto? Estou pagando para ver.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Uma carteira de cigarro

Era noite quando marcamos de nos ver. Eu tinha saído com meus amigos. Você havia saído com os seus. Perfeito. Competição e mutualismo. Para mim, essas são as medidas exatas para que tudo comece bem entre duas pessoas modernas e normais.
Sem bebida alcoólica alguma, resolvi atender seu telefonema. Na verdade, eu estava decidida em não atender. Entretanto, uma mão nervosa não conseguiu deter isso. Atendi. Essa foi apenas a sua primeira ligação. Depois de mais duas ou três, permiti que nos víssemos. Nesse dia, havia deixado o meu carro e a minha política feminista em casa, dormindo com as antigas Barbies que ainda adormecem em meu quarto cor-de-rosa.
Na frente do bar mais ou menos, a qual estava com meus amigos, você buzinou. Hesitei. Olhei para todos ao me redor e sorri envergonhadamente em ter que me retirar. Afinal, todos sabiam o propósito de tal fuga.
Faziam alguns meses que não o via pessoalmente desde a última vez que ficamos juntos. Com um sorriso simples- o saudei com um: -Oi!? Você, me abraçou. Em seguida, na escolha do embaraçoso lugar onde ficaríamos, demoramos cerca de meia hora para o definir. Foram conversas tontas e sem sentido.
Fomos ver a Lua. Ela, por fim, nos dera a graça de sua majestade: estava radiante. Fumamos um ou dois cigarros caminhando. Paramos. Foi tentado um beijo. Foi negado um beijo. Então, foi dado um beijo.Beijos.
Como eu já imaginava o que aconteceria a partir desse ponto, tudo foi conforme o meu plano.Fomos para o carro. Não, eu realmente não gosto de ficar em carros. Acho baixo e não realista. Então...ah, não preciso explicar exatamente como funcionam os hormônios femininos e masculinos em funcionamento.
Fumamos uma carteira até o final da noite em seu apartamento...

domingo, 9 de agosto de 2009

FÉRIAS

A cidade de Salinópolis é um dos mais belos trechos da região do salgado paraense. Mas depois que grande parte dos belenenses percorrem os 220 quilômetros nas férias e invadem de tal maneira a pequena cidadezinha, ela passa particularmente a ser o oposto de seu registro, insossa.As pessoas deixam de aproveitar e zelar as coisas boas que a o ambiente praiano oferece e passam a disputar entre si interesses egoístas e de exibicionismo.
Esse ano, o verão foi embalado por uma moda de biquínis iguais. Todas as menininhas usavam um típico modelo (como uma epidemia), independente do corpo se ajustar bem ou não ao design popular do traje de banho.Usavam e pronto! É válido ressaltar que haviam exceções. Para comprovar o fato, é só dá uma ‘pesquisadinha’ nos Orkut’s da mulherada. Outra coisa imperdível são os títulos dos álbuns: Ah, o verão!
A concorrência pelo som mais alto e mais extravagante, não é mas novidade. Funciona da seguinte forma:como se fossem duas crianças do fundamental 1 que ainda não formaram seus cérebros quanto ao mundo adulto e brigam por quem tem o lápis mais bonito. É mais ou menos assim que os forrozeiros,roqueiros, pagodeiros, sertanejos...disputam em seus carros estacionados em plena praia.
Além dos sons altos e biquínis iguais, podemos conferir no verão do Sal outras coisinhas singulares dessa região nesse período- como por exemplo- o lixo que é deixado pelas pessoas. Na verdade, isso pouco importa para os donos das barracas ou para os donos das casas de veraneio. Afinal, o lucro e a diversão são imediatos e a consciência sobre o futuro é geralmente paga pela burguesia da capital paraense.
Ainda assim, Salinas é realmente linda! Entretanto,é lastimável que os veranistas não dêem valor a sua beleza natural e insistam em ser criminosos da sua própria natureza,a personalidade. Compre biquínis diferentes, que combinem de preferência com o seu corpo e não com o daquela menina que acabou de fazer ‘lipo’ e silicone. Escute seu discman, mp3,mp4,Ipode(o que seja de tecnológico).Fumou? Junte o seu Marlboro Light,Gol ou Free da areia.Bebeu? Reze a mesma missa do cigarro, junte do chão. Enfim, hoje já é tarde para tomar atitudes, imagine amanhã!? Cuide do seu próximo verão em Salinópolis e provavelmente dos seus filhos.Como dizem: fica (humildemente) a dica.

sábado, 1 de agosto de 2009

Vem escolher!


Têm várias aqui...
Pode escolher!
Tem de mim pra todo gosto
Tem de mim de A à Z.

Tem várias aqui...
Pode escolher!
Tem do dia ao luar
Tem de tudo, tirando você.

Tem várias aqui...
Pode escolher!
Quantos nomes tu desejes
Quantas mulheres, homens almejes
Pode vim, vem escolher!

Tem várias aqui...
Pode escolher!
Tem a santa, a folga
A patroa, a empregada...
Venha ver!

Tem várias aqui...
Pode escolher!
Nessa feira do Eufemismo
Da ilusão ao realismo
Venha ver!

Tem várias aqui...
Pode escolher!

MUNDO


Faço tudo e faço nada
Volto ao mundo do meu mundo,
Fico triste...
Mas sou feliz
Fico aberta
Sou fechada

Nature


Não existe força na Terra mais esplendida do que a Natureza. Sinestésica, homeostática, curiosa. Cada um guarda uma em si.Entretanto, convergimos algo tão comum entre nós que chega a ser inexplicável aos catálogos já produzidos.

Noite e dia de João e Maria

De dia sou Maria, de noite sou João...
De dia presto contas de noite: do povão!
De dia sou culpada,
de noite liberada, para a quista diversão.
De dia sou Maria, de noite sou João...
De dia é certeza, de noite sugestão
A Maria é perfeita, estudiosa e se respeita
O João nem se dá conta, impulsivo, faz de conta
De dia sou Maria, de noite sou João...
Quem me dera a descência liberasse a consciência
E resolvesse a confusão
De dia sou Maria, de noite sou João...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Tu te conheces?

Tu te conheces?
Quantos dentes tens em cima?
Quantos dentes tens em baixo?
Já és responsável?
Quanto medes?
Quanto pesas?
O que pesas?
O que fazes?
Já reproduziu
Ou és pseudo-reprodutor?
Fazes jus a tua cultura
Ou a ordem primata que pertences
Foi só um acidente?
Será tu mesmo um racional?
Por que classificas tudo o que vês pela frente?
O que tu queres?
-Responde!
O que tu queres além de montar
O que vão desmontar?
Ainda queres montar?
Pra que te formar se tu vais derreter?
Tu te conheces?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Resposta de um leitor

Amei devorar tuas palavras em minha retina voraz
Palavras suaves em pedras, duras em veludo, dilacerantes e calmantes
Palavras de menina e mulher, meio bossa, meio nova, meio rock e meio roll, estilo cazuza, estilo teu...único...profundo.
Poemas, poesias, devaneios e sonetos
Me provocaram gargalhadas rasgadas, sentimentos e sensações, fluidos e rigidez, calma e prazer.
Delicia-me te ler, ainda que em palavras somente, mulher bela, menina Fernanda, moça Paz.
D.M.C

Ca-loura louca

Quer saber?
Também quero saber os segredos dos teus vulcões.
Por que eles despertam quando passas?
Eu?
Queimo...
A seco e calada.
Mas gosto!
O que será que escondes por detrás da geologia tua?
Imagino-me logo em rochas, nua.
E detrás de tuas barbas brancas?
Serão resquícios temporais?
Quero testar a força de tuas lembranças.
Utopia discente?
Se morreres ou se não quiseres-me.
Eu...
Certa vez...
Já tomei uma sala, já bebi uma aula.
Outra vez, nada me custará.
Espero-te na flor de minha falsa ingenuidade
Para um sexo, Doutor
Na tua sala
Ou em teu laboratório
A minha mocidade
Com a tua maturidade.









Paz, Fernanda.
ABRIL

Síndrome do pânico II

Quando se desconhece o problema as crises são mais constantes e incontroláveis. Rouba-se a doença de qualquer um. Câncer, aids, gastrite, insuficiência respiratória até gravidez percebe-se os sintomas. Sem contar com o irrefreável medo de elevador, lugares pequenos e lotados, andar de ônibus, carro, atravessar pontes, ruas... O meu especificamente se tratava /trata de escadas e facas. Tropeçar em um degrau e rebolar até o chão não é a principal chacina. Mas sim, escadas de prédios. Para ser mais direta: no ato dessas escadarias serem normalmente escuras e empoeiradas,
acredito que um homem vindo de um pesadelo horrendo, tenha como estilo de vida, esfaquear pessoas, torturando-as. Para não correr esse risco, prefiro evitar essas escadas. As facas são outro pesadelo.Todavia, já se deve imaginar a periculosidade delas. Se puder evitá-las, não meço esforços. Exercícios de respiração e florais não deram bons resultados, ao contrário de medicamentos aconselhados por psiquiatras. Descobri que o principal remédio, não se tratava de drogas ou psicoterapias,mas a força do pensamento. Pensava dia e noite o que deveria não pensar. Quando começava a pensar e percebia que o pensamento já estava me fazendo sentir dor, dizia para mim mesma que não era real e que não estava sentindo dor alguma.Obviamente, que das primeiras vezes não funcionou. Entretanto, percebi que ao longo de treinos, obtive bons resultados. Um conhecido me ensinou uma tática brilhante: - Conte até dez. Se você contou até dez e não morreu no final é porque não morrerá mais(não naquele momento!). O problema é quando você gosta de ter as crises. Para se sentir mais protegido, zelado, mimado,enfim, ter a atenção de alguém. Quando se trata desta parte, acredito que a atitude de ter amor próprio deve vir de si mesmo como força maior. É nobre para mim aquele que se ama e busca o melhor para si na saúde e não na doença. Porque todos nós temos nas mãos a arma da felicidade, basta querermos usá-la.

QUERER, TER, SER...



Ou eu queria querer
Ou eu queria ser totalmente feliz
Ou eu queria não querer
Ou eu queria ser totalmente triste

Ter é tão complicado quanto querer
Querer é mais ou menos tão complicado quanto ter
Não ter é menos ou mais tão simples quanto não querer

Ter evoca um novo ser
Ser um novo ser também evoca ter
Ter um ser evoca querer ser e querer ter

Querer, ter, ser..
Querer é ser e ter
Ter é querer e ser
Ser é querer e ter
Mas nem sempre!


ps.: quisera eu ter sido este um soneto perfeito.

SINDROME DO PÂNICO I






Síndrome do Pânico I

Acredito que a todo momento morrerei. Um fulminante ataque cardíaco, um derrame cerebral, uma fatal explosão do veículo que estou e até mesmo um engasgamento com o simples pão com manteiga. Mesmo sem acontecer nada disto, sinto todas essas dores, além de todas as outras que levariam um ser humano ao óbito. Síndrome do pânico. Vai ficando apertado, confuso,impreciso e enlouquecedor. Corre-se para o hospital. Freqüência cardíaca elevada, palidez e um discurso desesperado de dores em todas as partes possíveis do corpo. Então, o típico clínico geral pergunta:
- E o coração? – a enfermeira responde que está sob controle, assim como o raio x , o exame de sangue, a tomografia...Nessa hora o médico procura o acompanhante e pergunta se a paciente não levou um susto, a resposta é negativa. Também pergunta se ficou nervosa, mas a resposta é um não impreciso e duvidoso.
- A paciente tem alergia a algum medicamento? – indaga o médico.
Tremulamente e a espera de um diagnóstico preciso a acompanhante responde: - N-não s-sei d-doutor...
O clínico chama então a enfermeira e manda aplicar um tranqüilizante, logo em seguida, encaminha para a ala psiquiátrica do hospital.


Paz, Fernanda
28/04/09

terça-feira, 21 de abril de 2009

LIBERDADE

Imagine como quiser...
Sou mulher
Faço xixi em pé
Danço a uma música qualquer
Exponho o meu strip
A qualquer sorriso falso
Já fui pobre, rica, rippie
Hiberno a qualquer custo
Gosto de pele, língua,músculo
De amor e de sexo
Sem preferências
Mulheres ou homens
Mulheres e homens
Admiro essas saliências
Risos altos
Poder de burguês
Falo:
Alemão, francês, inglês
Além, da relva literatura
Falo com ela o galego e
Reconheço o português
Sem valor, me faço à fêmea
Filha de uma amiga de
Madame Clessi com um estrangeiro
Primo da cunhada de Bovary
Sobrinha da afilhada de Armagedon
Sou filha da puta
Filha da mãe
Filha de chocadeira
Filha da cidade inteira
Não pinto o cabelo,
Porque sou animal
Negros e lisos
Escorrem até as nádegas
Elas, como o resto do corpo
Alva e lisa como um coco ao meio
Deixo-me levar pela sedução de viver
Ao som das novidades
Não tenho identidade
Por falar nisso,
Nem sei a minha idade.
Quanto anos terei eu?
Idade para te ensinar
Idade para te mostrar
Idade de dizer que eu sou mulher
Que faço o que der na telha
Admiro-me do que se assemelha
E de quem busca a mim.
Seria um substantivo feminino
Se meu nome não fosse próprio
Faço jus a ele,
Clamam-me diariamente pelo nome:
Liberdade
Gosto dele, assim como gosto
Do gosto de gostar de ter prazer na vida.
Imaginou?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Caras

Eu nunca gostei de homens tão bonitos, porque geralmente eles não são aptos para mim. Não que eu seja a masoquista da beleza, mas é puro instinto. Acredito que os homens bonitos demais, geralmente são burros ou safados demais. Afinal, eles não têm porque melhorarem, já são esteticamente qualificados. Ah, eu não estou falando nenhuma novidade.
Conheço um casal, o qual é perfeito um para o outro. Vivem, enriquecem, embelezam-se: para mim. Isso mesmo que você leu. Tudo para mim, para o meu pai, mãe, irmão, tio, tia e até mesmo para o vovô que quase nem enxerga mais. Ela, a menina mais bonita da cidade. Ele, o namorado dela. Saem diariamente no jornal. Entre Photoshops e paparazzis, ela exibe sua última obra prima-cinco milhões de litros de silicone que endurecem e aumentam suas mamas. Desde quando o jornal da cidade existe, vovô o assina. Diariamente, com o pouco que lhe resta de visão, ele se delicia olhando para o jovem decote que vem com destaque no seu velho jornal, com as últimas gotas de testosterona que tem. Quando vou dar-lhe um beijo na testa antes de ir trabalhar, me deparo com vovô super envergonhado com o jornal na mão bem na página da menina que conheço, a do silicone. Ele sempre pensa que o peguei no flagra. Infelizmente, meu velhinho esqueceu dos oitenta anos que tem. Conseguindo empinar sua pipa somente quando já estou ligando o carro. Descobri esse fato um dia desses, quando ao ligar meu veículo,percebi a falta do celular. Precisei subir novamente. Deparei-me com a inesquecível cena de vovô brincando na melhor idade. O pior de tudo é que em um mês ainda tive o desalento de esquecer o celular por mais duas vezes! Talvez se a garota a qual encanta vovô fosse do meu fenótipo ele nem faria tanta questão de enxergar. Afinal, não nasci com pré-requisitos by Fafá de Belém. Na verdade, não me importo muito com o tamanho e sim com desenvoltura que eles tomam. Há ainda mamãe. Dia e noite soletra como tenho que ser para arranjar tal e qual namorado. ‘’Você tem que ser igual Fulana. Arranjar um namorado igual ao dela!’’Se mamãe fosse a única, bateria pé, mas sei que não. Se meu querido avô, meu pai,minha mãe, meu irmão...não pagassem para essa mídia vazia invadir e perpetuar dentro da própria casa, o quê seria do casal que nós pagamos? Fica essa dúvida. Sem querer, pagamos os homens e mulheres que desejamos ter e ser. Por isso, que ao em vez de berrar e enlouquecer atrás da utopia Brad Pitt e Tom Cruise, eu chamo Roberval Silva para um sarau e depois um motelzinho barato a luz de velas.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A minha casa.

A minha casa também será engraçada. No meu quarto, quando eu acordar, independente da hora, ainda vai está escuro e à medida que o sono vai passando o Sol vai surgindo, desse jeito eu verei até quando puder, os dias nascerem. Quando eu olhar para o banheiro em dias de inverno o trabalho já estará cumprido: dentes escovados, banho tomado, orelhas limpinhas...tudo sem sentir frio. Já no verão, o banheiro vira piscina olímpica. Nada-se pelado, toma-se uma coca-cola ks com um churrasquinho sem dá celulite. Uma cervejinha gelada sem dá barriguinha. Homens bonitos não será o problema. O melhor? Serão másculos e inteligentes. A todo tempo farão o que eu quiser, não falarão vinte e quatro horas de futebol e rock’n roll nem serão mal talhados como meu último namorado. Serão românticos e falarão de Freud e de literatura. De quebra, dançando um sambinha na beira da piscina. Quase satisfeita e tomada banho, vou ler um livro. Nesse momento todos os barulhos possíveis somem e o livro que desejo aparece. Esse é o espaço mais confortável da minha casa, porque geralmente depois do livro diário escrevo as minhas poesias,ladeada de um bom e velho Nescau com bolachas Cream Cracker. Depois de depositar toda a minha inspiração em papéis, ligo para as amigas. Reunião. Ninguém precisa trazer dinheiro de coleta, porque as bebidas que precisaremos brotam de uma gimnosperma ainda não conhecida cientificamente. É uma planta rara e que só dá no meu quintal, muitos vizinhos vendo essa maravilha já tentam furtar a semente, mas não tem jeito, só nasce comigo por perto. Ela brota diariamente, tem dia que dá Scotch Twenty Year, outros que dá Licor Hennessy e até mesmo Cerpa Gold.Todo mundo bebe, bebe, bebe e no final da noite para quem achar que fez alguma coisa que não deveria fazer, há uma última esperança- é uma espécie de sauna do esquecimento, lá ficam guardadas em segredo eterno todas aquelas ‘besteirinhas’ que fazemos quando estamos porres. Com as amigas é a hora de ouvir o hardcore,o punk e no final da festinha particular, a música popular brasileira. O melhor da minha casa é que todo fumante não estraga o seu pulmão, porque a nicotina e as outras substâncias do cigarro que fazem mal, evaporam, essa foi a minha última criação-uma máquina revertedora de problemas para fumantes.Uma outra bem usada na minha casa, é a não destruidora de neorônios, para aqueles que usam outros tipos de vibes. A minha casa é assim, uma alegria só, ainda tem a cozinha, a suíte máster,a garagem, a varanda e o igarapé. Ela não é de vidro, mas é engraçada.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Bateu, levou




Gripe,Eucaliptus spp
Piolho, ácido acético
Contusões,Carapa guianensis
Inflamação, Copaifera sp
Fome, Cichla spp
Sede, Theobroma grandiflorum
Medo, Aedes aegypti
Fluxo, Rio Guamá
Residência, palafita
Lazer, aparelhagem
Milagre, N. S. De Nazaré
Ventilação, chuva
Marido, perfume da ‘perseguida’
Mulher, Rainha das Rainhas
Transporte,Sacramenta Nazaré
Gingado, Carimbó
Província, AP
Cantora, Fafá
Atriz, Dira Paes
Setor, Telégrafo
Moral, Guamá
Tradição, Cidade Velha
Criatividade, Pedreira
Cidade, Belém.

BELÉM


Em Belém tudo é assim:
Todo mundo misturado
Das patricinhas aos largados
Tudo vira estopim.
Aqui tem muita fofoca boa
Se fulana engravidar
Oh meu Deus, já foi é tarde!
Só a mãe dela diz:
- Foi sem maldade!
Mas todos já sabem no tacacá
Agora é quatro, antes era três
Com esse tal de efeito estufa
Até a chuva muda de hora
Daqui a pouco, até de mês.
Mas Belém ainda tem mangueira
Na avenida Nazaré inteira
Pra gente pegar sem besteira
A manga rosa galobeira
Chega julho, só nos bodes
A molecada ajeita a linha,
O cerol, enrola e enrola
E o céu mina de rabiola
Para uns é o Sal,
Pra outros e Moca
E ainda tem Marapanin, Bragança , Marudá...
Só igarapé firme
E selado pra desencalhar.
Aqui é bom por isso
Qualquer amor de férias
é capaz de superar
afinal, a distância pode ser longa
mas não tem serra pra atrapalhar.
ÉGUA!
Ainda tem muita coisa firme
Só morando aqui pra entender
Vim de Fortaleza, Ceará
Mas voltar pra lá?
Só se em Juazeiro um açude nascer!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Escuta


Existe no meio do povo
um barulho inerte a visão do romântico
Barulho este que o deixa ausente se ouvir clamar.
São vai e vens
de vozes criadas por quem não ama.
É aquele que faz o amor ser fingido,
O dono do timbre.
Ultrapassando leis,
infringindo barreiras,
Posso concertar o seu erro,
sua surdez.
Eu amo e escuto;
Deixe-me por um apelo
te fazer ouvir o coração do amor.

Casos


Não tenho casos do acaso
Nem por acaso,
Tenho casos secretos,
Casos sem métodos
Dia sim, dia não
Casos fiéis, casos sem perdão
Não sei se posso dizer
Não sei se devo chorar
Só sei que os meus casos do acaso
Precisam de um coração.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A sala


A sala


A sala da minha gene
A sala do meu dia-a-dia,
A sala que falavam bonecas
E bolinhas de gudi boliam.
Sórdida e medonhas paredes
Cofres de lembranças abrigam
Um quadrado no lado obtuso
Um estante no lado perdido
A área é o lado em dobro
O passado entoa e exala,
Entra e apresenta espontâneo
Passa, pela porta da sala.
Números já passaram por lá,
Em centímetros sentimentos
Honestos relógio do tempo
São brutos, são sábios, são burros
São aqueles da janela do vento

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ficar calado também é prejuízo

O movimento radical islâmico Hamas governa Gaza. Será que depois de furtar-lhes a terra, trucidar genocídios, desestabilizar-lhes socialmente, culturalmente, eticamente ainda são petulantes o suficiente para matar mais de 500 pessoas, sendo boa parte delas civis indefesos, incluindo mulheres e crianças? A audácia israelense deveria ser um motim para o mundo, não um motivo de êxtase para pessoas de carne e osso. Não é preciso ter religião alguma para ser ser humano e torcer a face para pessoas sendo mortas drasticamente. No contexto geral, o Hamas não designa o sinônimo de calmaria, devido a uns e outros ataques matando um número reduzido de Judeus em relação aos que foram mortos no território palestino, todavia, não poderia ser diferente, afinal, a estrutura do povo mulçumano em relação ao povo Hebreu- é de fazer inveja. Cotados por melhores estruturas, sejam elas bélicas, financeiras e de apoio internacional, contrastando com a miséria enfrentada pelo povo palestino.
Só não ver quem não quer. Nicolas Sarcozy que o diga, ao acusar o Hamas do conflito. A omissão de opinião do novo presidente dos EUA já causara polêmicas entre o povo árabe.
Talvez, essas bombinhas em Gaza seriam um presente do mundo rico israelita em comemoração aos quase 62 anos de Israel. - Será que já não é o suficiente essa bolada de aniversário, Palestina?-seria o questionamento. A resposta? – Mortes, dor, sofrimento e aplausos aos que se remetem a apoiar esse masoquismo.

Bem Vindo-Luto.


Nada mais sincero do que vestirmos a camisa do luto pela palestina.

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