Amei devorar tuas palavras em minha retina voraz
Palavras suaves em pedras, duras em veludo, dilacerantes e calmantes
Palavras de menina e mulher, meio bossa, meio nova, meio rock e meio roll, estilo cazuza, estilo teu...único...profundo.
Poemas, poesias, devaneios e sonetos
Me provocaram gargalhadas rasgadas, sentimentos e sensações, fluidos e rigidez, calma e prazer.
Delicia-me te ler, ainda que em palavras somente, mulher bela, menina Fernanda, moça Paz.
D.M.C
terça-feira, 12 de maio de 2009
Ca-loura louca
Quer saber?
Também quero saber os segredos dos teus vulcões.
Por que eles despertam quando passas?
Eu?
Queimo...
A seco e calada.
Mas gosto!
O que será que escondes por detrás da geologia tua?
Imagino-me logo em rochas, nua.
E detrás de tuas barbas brancas?
Serão resquícios temporais?
Quero testar a força de tuas lembranças.
Utopia discente?
Se morreres ou se não quiseres-me.
Eu...
Certa vez...
Já tomei uma sala, já bebi uma aula.
Outra vez, nada me custará.
Espero-te na flor de minha falsa ingenuidade
Para um sexo, Doutor
Na tua sala
Ou em teu laboratório
A minha mocidade
Com a tua maturidade.
Paz, Fernanda.
ABRIL
Síndrome do pânico II
Quando se desconhece o problema as crises são mais constantes e incontroláveis. Rouba-se a doença de qualquer um. Câncer, aids, gastrite, insuficiência respiratória até gravidez percebe-se os sintomas. Sem contar com o irrefreável medo de elevador, lugares pequenos e lotados, andar de ônibus, carro, atravessar pontes, ruas... O meu especificamente se tratava /trata de escadas e facas. Tropeçar em um degrau e rebolar até o chão não é a principal chacina. Mas sim, escadas de prédios. Para ser mais direta: no ato dessas escadarias serem normalmente escuras e empoeiradas,
acredito que um homem vindo de um pesadelo horrendo, tenha como estilo de vida, esfaquear pessoas, torturando-as. Para não correr esse risco, prefiro evitar essas escadas. As facas são outro pesadelo.Todavia, já se deve imaginar a periculosidade delas. Se puder evitá-las, não meço esforços. Exercícios de respiração e florais não deram bons resultados, ao contrário de medicamentos aconselhados por psiquiatras. Descobri que o principal remédio, não se tratava de drogas ou psicoterapias,mas a força do pensamento. Pensava dia e noite o que deveria não pensar. Quando começava a pensar e percebia que o pensamento já estava me fazendo sentir dor, dizia para mim mesma que não era real e que não estava sentindo dor alguma.Obviamente, que das primeiras vezes não funcionou. Entretanto, percebi que ao longo de treinos, obtive bons resultados. Um conhecido me ensinou uma tática brilhante: - Conte até dez. Se você contou até dez e não morreu no final é porque não morrerá mais(não naquele momento!). O problema é quando você gosta de ter as crises. Para se sentir mais protegido, zelado, mimado,enfim, ter a atenção de alguém. Quando se trata desta parte, acredito que a atitude de ter amor próprio deve vir de si mesmo como força maior. É nobre para mim aquele que se ama e busca o melhor para si na saúde e não na doença. Porque todos nós temos nas mãos a arma da felicidade, basta querermos usá-la.
acredito que um homem vindo de um pesadelo horrendo, tenha como estilo de vida, esfaquear pessoas, torturando-as. Para não correr esse risco, prefiro evitar essas escadas. As facas são outro pesadelo.Todavia, já se deve imaginar a periculosidade delas. Se puder evitá-las, não meço esforços. Exercícios de respiração e florais não deram bons resultados, ao contrário de medicamentos aconselhados por psiquiatras. Descobri que o principal remédio, não se tratava de drogas ou psicoterapias,mas a força do pensamento. Pensava dia e noite o que deveria não pensar. Quando começava a pensar e percebia que o pensamento já estava me fazendo sentir dor, dizia para mim mesma que não era real e que não estava sentindo dor alguma.Obviamente, que das primeiras vezes não funcionou. Entretanto, percebi que ao longo de treinos, obtive bons resultados. Um conhecido me ensinou uma tática brilhante: - Conte até dez. Se você contou até dez e não morreu no final é porque não morrerá mais(não naquele momento!). O problema é quando você gosta de ter as crises. Para se sentir mais protegido, zelado, mimado,enfim, ter a atenção de alguém. Quando se trata desta parte, acredito que a atitude de ter amor próprio deve vir de si mesmo como força maior. É nobre para mim aquele que se ama e busca o melhor para si na saúde e não na doença. Porque todos nós temos nas mãos a arma da felicidade, basta querermos usá-la.
QUERER, TER, SER...
Ou eu queria querer
Ou eu queria ser totalmente feliz
Ou eu queria não querer
Ou eu queria ser totalmente triste
Ter é tão complicado quanto querer
Querer é mais ou menos tão complicado quanto ter
Não ter é menos ou mais tão simples quanto não querer
Ter evoca um novo ser
Ser um novo ser também evoca ter
Ter um ser evoca querer ser e querer ter
Querer, ter, ser..
Querer é ser e ter
Ter é querer e ser
Ser é querer e ter
Mas nem sempre!
ps.: quisera eu ter sido este um soneto perfeito.
SINDROME DO PÂNICO I

Síndrome do Pânico I
Acredito que a todo momento morrerei. Um fulminante ataque cardíaco, um derrame cerebral, uma fatal explosão do veículo que estou e até mesmo um engasgamento com o simples pão com manteiga. Mesmo sem acontecer nada disto, sinto todas essas dores, além de todas as outras que levariam um ser humano ao óbito. Síndrome do pânico. Vai ficando apertado, confuso,impreciso e enlouquecedor. Corre-se para o hospital. Freqüência cardíaca elevada, palidez e um discurso desesperado de dores em todas as partes possíveis do corpo. Então, o típico clínico geral pergunta:
- E o coração? – a enfermeira responde que está sob controle, assim como o raio x , o exame de sangue, a tomografia...Nessa hora o médico procura o acompanhante e pergunta se a paciente não levou um susto, a resposta é negativa. Também pergunta se ficou nervosa, mas a resposta é um não impreciso e duvidoso.
- A paciente tem alergia a algum medicamento? – indaga o médico.
Tremulamente e a espera de um diagnóstico preciso a acompanhante responde: - N-não s-sei d-doutor...
O clínico chama então a enfermeira e manda aplicar um tranqüilizante, logo em seguida, encaminha para a ala psiquiátrica do hospital.
Paz, Fernanda
28/04/09
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