Você com certeza tem um conceito formado sobre mim. Mas, será que o fato dos gametas de meus pais terem se unido e formado a Fernanda, quem hoje sou, se limita ao que me resumes? Não. Não mesmo. Com certeza não. Sou muito mais do que demasiadas críticas ou elogios que você criou sob o ser humano que represento. Não se trata de prepotência e, sim de erros. São muitos erros cometidos por você, que não tem conhecimento nenhum sobre mim e já tem um milhão de sinapses ativas elaborando sentimentos e pensamentos bons e ruins a respeito da Fernanda Paz. Inclusive disso que escrevo. Pensarás sobre mim daqui há cinco minutos e todas as vezes que lembrares de coisas principalmente ‘’erradas’’ moralmente que fiz, lembrarás de mim.
Quem não me dera ser essa receita de bolo. Antes, queria ser. Mas agora não quero mais. Mas o fato de eu não querer ser, não é porque não consegui, mas é porque simplesmente não quero mais. Não querer mais significa não ter conseguido? Para mim não. Não querer mais, significa, não querer mais. Mas, admito,certas vezes, o meu ‘não querer mais’ é proveniente do não alcance. Alguém morre por não consegui? Morrer,literalmente, sim. Moralmente, sim. Psicologicamente, sim. Patologicamente, não. O que será que dói mais? Alguma dessas hipóteses, sim.
Você acredita em um ideal? Pois bem, eu acredito na mentira. Caso você acredite em um ideal, tenha esperança ou aposte na realidade,então estamos acreditando na mesma coisa: na mentira. Isso não são lástimas de frustração e, sim, aspectos da pura observação e construção do meu ser. Não é preciso não observarmos o fato da tendência poligâmica está ascendendo novamente. O mundo está voltando a ser como sempre devia ter sido. Poligâmico. É estranho ainda para uns.Talvez seja mesmo até a milionésima geração.Assim como para outros atuais ainda é difícil de aceitar apenas uma pessoa eterna. Então, ‘devem’ se contentar no fingimento de não se sentirem atraídos ou destinados a todos(as). Certamente,não posso dizer que me incluo em qualquer uma das duas gerações.Fico com a geração ‘papai do céu’, bem como com a homo habilis ou erectus. Ou melhor, me dê Bacchus e Apollo! Camuflar o equilíbrio virou especialidade. Não me converti a ele, mas utilizo sim o recurso oferecido para tirar proveito das oportunidades.
Quem acreditava/acredita nos meus valores, nas minhas expectativas e na minha pessoa? Lembrem-se que tudo se trata de um golpe de instinto, daqueles que se deixam levar para pseudoêxtase de ter amigos,colegas ou amores. Ora, muitos deles são até verdades. Dependendo da verdade, claro. Se é que sei explicar o que são essas verdades mentirosas ou essas mentiras verdadeiras, disso, nada tem de novo. Não estou aqui dizendo que sou uma assassina romântica cheia de controvérsias malucas ou vivo em uma cidade fantasma pensando que estou na selva predadora, mas nada impede que eu seja também.
Envergonho-me de muito. Impulsos nada claros, que não levaram a nada. Doze horas tão decadentes, as outras doze ensandecidas. Sins e nãos. Minha volúpia é sui generis para aqueles que enfrentaram-na. Meu objetivo não envenenar ou transtornar consciências imaturas para anciãos, nem derramar maturidade para aprendizes. Vai além do ser, além de mim....
Derrière la nuit et jour.
huum... muito subjetivo... muito indireto... muito interessante... E eu acredito em um ideal, embora não saiba qual... É clichê, mas a esperança não morre mesmo.
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