domingo, 28 de outubro de 2012

Grupos

Há séculos viver em grupo é tarefa de muitos mamíferos. Mamíferos humanos também formam sociedades. Sociedades tão complexas quanto de abelhas e cupins. Eu acho que estes invertebrados não são mais fascinantes porque não o conhecemos com tanta profundidade. O objetivo de se unir a outros indivíduos da mesma espécie é fundamentalmente tornar a vida mais fácil. Porque viver em grupo é mais forte. E, apenas os mais fortes sobrevivem. Os que sobrevivem tentam sempre deixar algo. Geneticamente, filhos. Socialmente, obras. Entre milhões de outras coisas. O Homo sapiens buscou unir espécime por espécime por metro quadrado por causa do frio, da fome e pelo medo de ser predado. Eles perceberam há muitos anos atrás que ficando um perto do outro em noites frias, aquecia mais. Que se eles se unissem em busca de uma caça, embora tivessem que dividir o bicho, matariam a fome eficazmente. Também perceberam que se sozinhos eram presas mais fáceis. Tudo isso foi se tornando mais intenso ao longo da história evolutiva do homem. Por exemplo, no frio, além de ficar perto um do outro, descobriram o fogo e a vestimenta e passaram esta idéia à diante. Para caça, um de nós criou objetos cortantes, perfurantes e armas diversas e passaram essa informação para seus filhos. Não consigo não me impressionar com a criatividade e sabedoria dos homens. Mas sempre me vem uma analogia curiosa em mente ‘e a abelhas e cupins’? Tenho certeza que eles também têm histórias incríveis. Tão boas quanto as nossas. Cheia de superações, derrotas e vitórias. Talvez o arquivo de memória deles seja melhores do que imaginamos. Eu sei alguma coisa sobre a sociedade destes animais, porém, nada muito detalhado. Embora o pouco que eu saiba, me fascina bastante.

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