terça-feira, 12 de maio de 2009

Síndrome do pânico II

Quando se desconhece o problema as crises são mais constantes e incontroláveis. Rouba-se a doença de qualquer um. Câncer, aids, gastrite, insuficiência respiratória até gravidez percebe-se os sintomas. Sem contar com o irrefreável medo de elevador, lugares pequenos e lotados, andar de ônibus, carro, atravessar pontes, ruas... O meu especificamente se tratava /trata de escadas e facas. Tropeçar em um degrau e rebolar até o chão não é a principal chacina. Mas sim, escadas de prédios. Para ser mais direta: no ato dessas escadarias serem normalmente escuras e empoeiradas,
acredito que um homem vindo de um pesadelo horrendo, tenha como estilo de vida, esfaquear pessoas, torturando-as. Para não correr esse risco, prefiro evitar essas escadas. As facas são outro pesadelo.Todavia, já se deve imaginar a periculosidade delas. Se puder evitá-las, não meço esforços. Exercícios de respiração e florais não deram bons resultados, ao contrário de medicamentos aconselhados por psiquiatras. Descobri que o principal remédio, não se tratava de drogas ou psicoterapias,mas a força do pensamento. Pensava dia e noite o que deveria não pensar. Quando começava a pensar e percebia que o pensamento já estava me fazendo sentir dor, dizia para mim mesma que não era real e que não estava sentindo dor alguma.Obviamente, que das primeiras vezes não funcionou. Entretanto, percebi que ao longo de treinos, obtive bons resultados. Um conhecido me ensinou uma tática brilhante: - Conte até dez. Se você contou até dez e não morreu no final é porque não morrerá mais(não naquele momento!). O problema é quando você gosta de ter as crises. Para se sentir mais protegido, zelado, mimado,enfim, ter a atenção de alguém. Quando se trata desta parte, acredito que a atitude de ter amor próprio deve vir de si mesmo como força maior. É nobre para mim aquele que se ama e busca o melhor para si na saúde e não na doença. Porque todos nós temos nas mãos a arma da felicidade, basta querermos usá-la.

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