
Síndrome do Pânico I
Acredito que a todo momento morrerei. Um fulminante ataque cardíaco, um derrame cerebral, uma fatal explosão do veículo que estou e até mesmo um engasgamento com o simples pão com manteiga. Mesmo sem acontecer nada disto, sinto todas essas dores, além de todas as outras que levariam um ser humano ao óbito. Síndrome do pânico. Vai ficando apertado, confuso,impreciso e enlouquecedor. Corre-se para o hospital. Freqüência cardíaca elevada, palidez e um discurso desesperado de dores em todas as partes possíveis do corpo. Então, o típico clínico geral pergunta:
- E o coração? – a enfermeira responde que está sob controle, assim como o raio x , o exame de sangue, a tomografia...Nessa hora o médico procura o acompanhante e pergunta se a paciente não levou um susto, a resposta é negativa. Também pergunta se ficou nervosa, mas a resposta é um não impreciso e duvidoso.
- A paciente tem alergia a algum medicamento? – indaga o médico.
Tremulamente e a espera de um diagnóstico preciso a acompanhante responde: - N-não s-sei d-doutor...
O clínico chama então a enfermeira e manda aplicar um tranqüilizante, logo em seguida, encaminha para a ala psiquiátrica do hospital.
Paz, Fernanda
28/04/09
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